Opinião:
Este é um género de livro que não tenho por hábito ler, fiquei reticente com a proposta que surgiu do clube de leitura Bertrand, mas tornou-se numa leitura muito agradável e interessante, eis uma mais valia dos clubes para além de muitas outras.
É um livro que faz referência a um leque de situações que levaram à decadência do Ocidente. Dá-nos uma panorâmica geral sobre os comportamentos dos países ocidentais nos últimos 50 anos e o que supostamente irá acontecer nos mesmos países se nenhuma medida for tomada.
É certo que de uma forma ou de outra, porque ouvimos nos média, todos sabemos o que nos levou a esta malfadada crise, porém a autora consegue passar-nos informações que desconhecíamos - pequenas atitudes que os países ocidentais tomaram e que ao longo do tempo tornaram-se nos problemas de hoje:
-Mão de obra mal aplicada;
-políticas de marketing mal direccionadas;
-financiamentos de estudos e pesquisas sem retorno para o país;
-burocracia em excesso...

Por outro lado temos os orientais, cujo objectivo do governo é o lucro do país que soube (dentro das injustiças sociais que se conhece) direccionar a mão de obra, por exemplo, para as tecnologias, engenharias e ciências...
Claro que não olhou à sociedade, abusou, fragilizou, escravizou, mas lucrou e agora tem poder monetário para "ajudar" os ocidentais e imaginem o gigante EUA.  

A autora não culpabiliza a Europa na sua totalidade pela situação económica em que se encontra, as politicas adoptadas não estavam completamente erradas, apenas não se soube travar os erros atempadamente, aprender com estes e adoptar novas medidas! Afinal ninguém sonha viver como o cidadão chinês, mas sim como o ocidental e note-se, os orientais também almejam viver como o ocidental!
Para além de todos os factores que Dambisa Moyo aponta, ainda alerta-nos para outros que de futuro constituirão um problema, são eles as questões ambientais e a demografia.

Gostei!

3 comentários:

    On 21 julho, 2012 poeta do penedo disse...

    falar do ocidente como um todo, acho que é demais para a minha capacidade analítica, muito embora considere que nós, os ocidentais, sempre nos sentimos superiores ao orientais, quando temos tido grandes lições, que nunca aceitámos, precisamente por força desse complexo de superioridade.
    Limitando-me á nossa pequena sociedade, está a séculos de distância do que éramos há 38 anos. Pena é que em nome do progresso tenhamos regredido tanto, a nível cívico. Num país em que não somos educados, não temos valores que nos suportem a existência, e ainda por cima sendo governados por políticos medíocres, e porque não dizê-lo, a roçar a patifaria, levar o quotidiano em frente torna-se um tormento.
    Com amizade.

     
    On 24 julho, 2012 Iceman disse...

    apenas não se soube travar os erros atempadamente, aprender com estes e adoptar novas medidas!

    Eu diria que não se soube, nem se sabe, e acho até que nem interessa.

    O que impressiona é ver que não há estratégias algumas.

     
    On 24 julho, 2012 Paula disse...

    Preocupante!! Alarmante!

     

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