O Nariz - Nikolai Gogol

Opinião:
“O Nariz” de Gogol é um conto muito divertido e também muito crítico em relação à sociedade Russa.
Não era da vontade de Gogol a publicação de “O Nariz”, apenas concordou com a edição numa revista de um amigo, depois deste mesmo amigo ter solicitado a partilha desta escrita hilariante com a sociedade. É de salientar que a publicação deste conto já havia sido recusada e de ter sido apelidada de “suja e trivial”.
Quanto à história propriamente dita e indo directamente ao assunto, o nariz do nosso personagem principal, resolve sair do rosto que lhe pertence e adquirir vida própria. Como se não bastasse esta autonomia (estranha) decide, também, desempenhar funções de estado. Assim, Ivan Iákovleitch anda apavorado pelas ruas de S. Petersburg em busca do seu rebelde nariz, pois um homem do seu nível não pode comparecer a reuniões e eventos sem nariz! Podia estar presente sem orelhas, mas sem nariz??! Entretanto, a história espalha-se por toda a comunidade e as pessoas buscam saber a veracidade deste acontecimento tão raro e digno de espetáculo. Como em toda a história, quem conta um conto aumenta um ponto, A comunidade (incluindo estudantes de medicina) aflui às ruas com o objectivo de verem para crerem.
Esta é uma história divertidíssima em que Gogol tem como objectivo a crítica, como eu já referi, à sociedade Russa do sec. XIX. Contudo, no fim, o autor ainda brinca com o leitor ao dizer “o mais estranho, o mais incompreensível é haver autores que escolham semelhantes argumentos (…) Não chego a entender o que é isso”

Uma leitura que aconselho!

4 comentários:

    Paula, boa tarde.
    Então cá temos o nariz que faltava.
    Nas tuas palavras leio uma história muito interessante num registo divertido.
    Gostei do apontamento da importância ou, se quiseres, da proeminência de ter um nariz ao passo que as orelhas acabam, certamente pela sua posição pouco frontal, por ser dispensáveis! ;)
    Dei por mim a pensar, embora não seja esse o mote do livro nem da tua opinião, quais as partes do corpo dispensáveis.
    Preciso delas todas mas talvez o dedo mindinho do pé esquerdo não seja imprescindível...

    Abraço.

     

    André Nuno,
    Os dedos dos pés também são referidos como dispensáveis :D
    Um conto que adorei! Muito divertido, surreal até, mas com o seu objectivo sempre claro: a crítica :)

    Ps- só o do pé esquerdo?? e o do direito??
    :D

     

    :D
    O do direito não, jogo futebol com os amigos e pode fazer-me falta... eheheh

     

    Nossa gostei mesmo da resenha e o conto parece ser muito divertido, realmente me interessei!

     

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